
A relação entre o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor, e os vereadores atingiu níveis dignos de um espetáculo circense. Enquanto ele se gaba de sua suposta liderança, os parlamentares parecem ter visto o truque e já não caem mais na cartola das promessas vazias. O site A Carta Política já apontou – e com razão – a dificuldade do líder em se firmar, uma vez que seus acordos com aliados se dissolvem como mágica, sem que nada seja cumprido.
E como se não bastasse o déjà-vu da política de sempre, Paulo Victor insiste em empurrar Beto Castro como seu sucessor, ignorando completamente a opinião dos vereadores e a influência do Palácio dos Leões. Afinal, para ele, o jogo é sobre fazer jogada ensaiada, mesmo que isso signifique sacrificar a credibilidade e transformar a Câmara em um palco de interesses pessoais entre eles, a sua candidatura a deputado estadual e a busca desesperada por “se livrar das broncas” que o perseguem.
A situação ganha um tom ainda mais tragicômico entre os vereadores ligados a Eduardo Braide, que observam, impacientes, enquanto o presidente da Casa tenta justificar sua falta de compromisso com promessas já esquecidas. Para esses parlamentares, a paciência de esperar por um líder que realmente cumpre sua palavra está se esgotando rapidamente.
Enquanto Paulo Victor tenta, sem sucesso, orquestrar sua própria peça de teatro político, o cenário se abre para uma nova disputa de poder. Pelo menos três vereadores já se mostram dispostos a tomar o lugar ou simplesmente aproveitar a oportunidade de mostrar que a política pode ser muito mais autêntica fora do circo. Entre os nomes, Gaguinho e Concita Pinto despontam como alternativas, e o vereador Marquinhos, que havia desistido de se candidatar a pedido de Brandão, pode voltar à cena se Beto Castro se firmar como a única marionete do presidente.
Em resumo, a liderança de Paulo Victor transformou- se num verdadeiro espetáculo de falta de credibilidade, onde a palavra tem pouco valor e a política é feita de interesses pessoais, jogadas maquiavélicas e um toque de humor involuntário. Afinal, quando a única alternativa é o caos, o próprio líder acaba virando o protagonista de uma tragicomédia que ninguém gostaria de aplaudir.