Lahesio Bonfim e o palanque da discórdia, oportunismo, incoerência e o desespero por um lugar ao sol


A política maranhense tem seus absurdos — mas Lahesio Bonfim parece sempre disposto a superá-los. O ex-candidato ao governo do estado, que se vendeu como símbolo de renovação e independência, agora tenta se sustentar politicamente no que não construiu. Em vez de trabalho ou articulação, Lahesio aposta no oportunismo: quer colar na popularidade do prefeito reeleito de São Luís, Eduardo Braide, para tentar montar um palanque que só existe na imaginação dele.

Passados três anos da eleição de 2022, Lahesio segue sem legado. Não firmou parcerias com prefeitos de grandes cidades, não construiu apoio com deputados estaduais nem federais e, pior: não conseguiu formar um grupo político sólido. Agora, tenta criar um palanque improvisado com quatro nomes que, na prática, não se suportam entre si:

  • Eduardo Braide, prefeito de São Luís, em ascensão e com excelente aprovação popular;
  • Aluísio Mendes, deputado federal e aliado fiel de Braide, com quem mantém uma amizade sólida;
  • Josimar de Maranhãozinho, adversário direto de Aluísio e pivô de uma rixa que já virou caso público;
  • Mariana Carvalho, que trocou Aluísio por Josimar em Imperatriz e viu sua campanha naufragar no segundo turno por conta dessa escolha.

Ou seja, Lahesio tenta reunir em um único palanque nomes que, nos bastidores, vivem em pé de guerra. Aluísio e Josimar são desafetos declarados. Mariana, que era aliada de primeira hora de Aluísio, rompeu com ele e se aliou a Josimar uma decisão que lhe custou a vitória em Imperatriz. E agora, Lahesio quer enfiar todo mundo no mesmo palco, como se essas rachaduras não existissem.

A única relação política real e funcional nesse meio é entre Eduardo Braide e Aluísio Mendes, que mantêm amizade de longa data e caminham juntos em diversos projetos. O restante é pura tentativa de costura artificial, feita à base de interesses conflitantes e sem qualquer afinidade política real.

O que Lahesio está fazendo é simples: tentando forçar uma união impossível para se manter no jogo. É a política da conveniência, do improviso, da incoerência. Ele ignora as brigas internas, finge que não há mágoas e tenta montar uma chapa onde ninguém se suporta  tudo por um projeto pessoal de poder.

Mas o eleitor não é mais ingênuo. Já entendeu que Lahesio Bonfim não quer construir um projeto para o Maranhão  ele quer palco. E como não conseguiu fazer o seu, tenta se pendurar no de quem trabalhou, cresceu e consolidou apoio de verdade.

No fim das contas, o maior adversário de Lahesio Bonfim não é nenhum desses nomes. É sua própria incoerência.

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