O clima é de tensão e revolta no interior do Maranhão. O prefeito de Igarapé Grande, João Vítor Xavier, é acusado de ter assassinado o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos com cinco tiros pelas costas, na noite do último domingo (6), no município de Trizidela do Vale. O crime teria sido motivado por uma banal discussão de trânsito, após um desentendimento relacionado ao uso de farol alto.
Mesmo tendo se apresentado voluntariamente à Delegacia Regional de Presidente Dutra, João Vítor não está livre da prisão. O delegado Márcio Coutinho, responsável pelo caso, confirmou que o pedido de prisão será feito ao Tribunal de Justiça do Maranhão.
“Só quem pode prender é o Tribunal de Justiça agora. Ele tem foro por prerrogativa de função”, afirmou o delegado.
Ao ser questionado se o pedido de prisão será formalizado, respondeu com firmeza: “Sim.”
João Vítor Xavier é sobrinho do ex-prefeito Erlânio Xavier, ex-presidente da FAMEM (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão) e figura conhecida nos bastidores políticos do estado. A relação familiar, no entanto, não impede que a justiça avance no cumprimento da lei diante da gravidade dos fatos.
O policial Geidson Thiago foi surpreendido e alvejado pelas costas, o que torna o crime ainda mais cruel e covarde. A tragédia provocou comoção entre colegas de farda, familiares e moradores da região, que clamam por justiça e punição exemplar.
O caso já repercute em todo o estado e levanta novamente o debate sobre impunidade, abuso de poder e violência envolvendo figuras públicas. A população de Igarapé Grande e de Trizidela do Vale acompanha de perto os desdobramentos, na expectativa de que a Justiça aja com firmeza, sem favorecimentos ou blindagens políticas.
João Vítor Xavier pode ser preso a qualquer momento. E o Maranhão inteiro observa, atento, o desenrolar de um dos casos mais chocantes e revoltantes dos últimos tempos.