Secretária de Educação de Ribamar acumula críticas deve ser convocada pela Câmara

A secretária municipal de Educação de São José de Ribamar, Concita Leite, tem sido alvo de fortes críticas por parte de vereadores, servidores e até membros da própria base do governo. Considerada uma das gestoras mais fechadas da atual administração, Concita tem ignorado sistematicamente ofícios e solicitações enviados pela Câmara Municipal algo que tem causado desconforto e revolta entre os parlamentares.

A Secretaria Municipal de Educação (SEMED) é tida por muitos como uma verdadeira segunda prefeitura. Com o maior orçamento da gestão, a pasta movimenta milhões de reais e concentra grande parte dos investimentos e ações do Executivo, o que aumenta ainda mais a responsabilidade e a necessidade de diálogo com os demais poderes.

O blog recebeu relatos de que uma vereadora chegou a passar mais de cinco horas na recepção da SEMED aguardando atendimento e acabou sendo levada ao hospital com dores nas costas. Segundo interlocutores, não foi a primeira vez que isso aconteceu. Há quem diga que a secretária se autointitula “intocável” e que só responde diretamente ao prefeito Julinho, com quem mantém forte laço pessoal.

Na tribuna da Câmara, o vereador Andrey Villela não poupou críticas. Ele afirmou que já enviou diversos ofícios com solicitações e questionamentos, mas nunca teve sequer uma resposta. “Ela ignora completamente o trabalho da Câmara. É como se não existíssemos”, declarou.

O presidente da Comissão de Educação, vereador João Carlos, também decidiu agir. Ele anunciou que vai encaminhar um ofício convocando oficialmente a secretária para prestar esclarecimentos em uma audiência pública. A principal pauta será o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), que repassa recursos do governo federal diretamente às escolas para melhorias estruturais, compra de materiais e ações pedagógicas.

A movimentação dos vereadores é vista como uma resposta à postura autoritária da gestora, que ocupa um cargo comissionado e, portanto, deve explicações não só ao Executivo, mas também ao Legislativo e à população. A pressão por mais transparência e diálogo está crescendo, e a convocação para a audiência pública pode ser o primeiro passo para quebrar o silêncio da “dona da SEMED”.

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