Sem relevância no Maranhão, Ana do Gás tenta aparecer dando medalha a Janja Lula da Silva

A Assembleia Legislativa do Maranhão voltou a virar palco de decisões que fogem completamente da realidade do povo maranhense. A deputada estadual Ana do Gás apresentou uma proposta para conceder a Medalha “Manuel Beckman” à primeira-dama Janja Lula da Silva, justificando a homenagem por supostas contribuições nas áreas social, educacional e de promoção da equidade.

A pergunta que não quer calar é simples: onde exatamente a primeira-dama mudou a vida do povo maranhense a ponto de merecer a maior honraria do Legislativo estadual?

Num estado com tantos homens e mulheres que realmente fazem a diferença nas comunidades, lutando diariamente pela cultura, pela saúde, pela educação, pelo esporte e pelos projetos sociais, soa estranho que a prioridade seja homenagear uma figura nacional que pouco ou quase nada – tem ligação direta com a realidade local.

O Maranhão está cheio de lideranças comunitárias, professores dedicados, profissionais da saúde que se desdobram sem estrutura, ativistas que cuidam de animais, jovens talentos, produtores culturais, pessoas das periferias e da zona rural que, mesmo com dificuldades, continuam fazendo mais pela população do que qualquer gabinete distante.

Por que não reconhecer essas pessoas? Por que não começar pelo básico: olhar para dentro do próprio estado?

A impressão que fica é a de que a homenagem atende mais a conveniências políticas do que a relevância social. É uma escolha que reforça aquela velha desconexão entre mandatos e sociedade. Enquanto isso, problemas estruturais continuam abandonados, e lutas importantes seguem sem visibilidade.

O povo maranhense não precisa de medalhas distribuídas como aceno político. Precisa de ação, prioridade e compromisso real. Precisamos reconhecer quem está no chão das comunidades, e não quem apenas circula pelos eventos oficiais de Brasília.

No final das contas, fica o registro: a maior honraria da Assembleia poderia e deveria representar o Maranhão, não interesses partidários.

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