O clima em Brasília esquentou após a coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira pela União Progressista, legenda recém-formada a partir da fusão do União Brasil e Progressistas. Durante o anúncio, os presidentes nacionais Antônio de Rueda e Ciro Nogueira foram enfáticos: dirigentes estaduais do partido que ainda ocupam cargos no governo federal deverão pedir exoneração. Caso contrário, serão afastados de suas funções dentro da sigla.
A declaração atinge diretamente o maranhense André Fufuca, atual Ministro do Esporte e dirigente estadual do antigo PP. Com a fusão, ele passou a integrar a União Progressista, mas sua permanência no ministério passou a ser insustentável diante da nova diretriz partidária.
Nos bastidores, a avaliação é de que Fufuca deverá renunciar ao cargo nas próximas 72 horas, para evitar desgaste político. Caso não o faça, cresce a possibilidade de a União Progressista decidir, de forma unânime, apoiar a candidatura de Pedro Lucas Fernandes ao Senado como primeira opção da legenda para a disputa, deixando de lado o nome de Fufuca, até então defendido por parte do partido.
A situação segue em aberto, mas a pressão da cúpula nacional é clara: ou André Fufuca deixa o Ministério do Esporte por vontade própria, ou corre o risco de perder espaço político dentro da legenda e ver sua liderança estadual comprometida.
Resta agora aguardar os próximos movimentos.