Operação Fake Stop: Polícia Civil cumpre mandados em TO e PB por fake news com uso de IA contra autoridades do Maranhão

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação Fake Stop, com o objetivo de cumprir quatro mandados de busca e apreensão nos estados do Tocantins e da Paraíba. A ação integra investigação que apura denúncias de disseminação de fake news produzidas com uso de inteligência artificial contra autoridades públicas maranhenses.

A operação foi coordenada pela 10ª Delegacia Regional de Imperatriz e pelo Centro de Inteligência da Polícia Civil, com apoio de unidades da região Tocantina e das Polícias Civis do Tocantins (DRACO) e da Paraíba.

Foram cumpridos três mandados na cidade de Palmas (TO), na região do Plano Diretor Sul, e um em João Pessoa (PB), no bairro Portal do Sol.

Equipamentos apreendidos

Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares e notebooks. O material será submetido à perícia técnica para extração e análise de dados, com o objetivo de identificar a origem, autoria e possível financiamento do conteúdo considerado ilícito.

A investigação teve início após o registro de ocorrência relatando a circulação de vídeos manipulados digitalmente. Segundo a apuração, os investigados utilizavam imagens e vozes sintéticas produzidas por meio de inteligência artificial para atribuir declarações falsas a autoridades públicas.

Autoridades citadas nos conteúdos

Entre os alvos das publicações estavam:

  • O governador do Maranhão, Carlos Brandão;
  • O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral;
  • O ministro dos Esportes, André Fufuca;
  • O secretário municipal de Saúde de Imperatriz, Flamarion Amaral.

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam perfis em redes sociais e serviços de impulsionamento pago para ampliar o alcance das publicações. Os conteúdos eram divulgados em plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram, com segmentação geográfica voltada ao público da região de Imperatriz o que, segundo a polícia, demonstra planejamento e possível motivação político-eleitoral.

Decisão judicial

As medidas cautelares foram autorizadas pelo juiz Marcos Antônio Oliveira, da 1ª Central das Garantias da Comarca de Imperatriz. Na decisão, o magistrado destacou que os elementos apresentados indicam indícios concretos da prática criminosa por meio de organização estruturada, com uso de recursos tecnológicos avançados e impulsionamento pago.

Ainda segundo a decisão, a conduta investigada apresenta elevado potencial lesivo à honra e à imagem de agentes públicos.

Investigação continua

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos, apurar eventual financiamento do esquema e promover a responsabilização penal dos autores.

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